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Mensagem Ambiental

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Aonde a degradação ambiental pode chegar

Passeio Público de Curitiba Paraná

Uma família de macacos Muriqui que habita uma das ilhas do Passeio Público é um ótimo exemplo de sustentabilidade. No Centro da cidade, o casal e o seu filhote vivem soltos na natureza, sem jaulas ou grades, num ambiente muito próximo ao habitat natural da espécie, que é uma das mais ameaçadas do planeta.

E esta é apenas uma das surpresas que o Passeio Público reserva aos seus visitantes. No dia em que comemora 127 anos de existência, nesta quinta-feira (2/5/2013), o parque mais antigo de Curitiba vive um momento de renovação.

“As famílias estão voltando a frequentar o Passeio Público, o que tem sido uma experiência emocionante para nós”, conta a bióloga Tereza Cristina Castellano, chefe da Unidade de Zoológico da Prefeitura de Curitiba. Paulista, ela conta que se encantou  com o Passeio desde a primeira vez em que esteve no local, como turista, há mais de 30 anos. “Sou uma apaixonada pelo Passeio Público”, declara Tereza, que há 21 anos trabalha na Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Para comemorar o aniversário do parque, onze banners foram instalados em pontos estratégicos. Eles narram um pouco da história do local, fundado em 1886 com a principal função de conter enchentes. “Além de fotos antigas e explicações de como era o Passeio décadas atrás, as placas também contam ao visitante um pouco sobre os primatas que atualmente habitam no parque.

No total são 27, de três espécies diferentes, divididos em quatro ilhas. Há 13 saguis de tufo preto; dez macacos aranha, sendo três filhotes, e os três muriquis numa das ilhas, além do muriqui Léo, que chegou ao Passeio após uma apreensão e vive num recinto extra, em fase de adaptação.

Fauna local

Entre os 400 animais de mais de 150 espécies diferentes que habitam o local, Tereza Cristina não esconde quais são seus prediletos: o casal de muriquis Roby e Fernanda e o filhote Giba, que nasceu no Passeio Público no ano passado. “São animais muito dóceis e pacíficos”, diz a bióloga. “Em tupi-guarani, muriqui significa povo manso da floresta”, informa.

O macaco Muriqui é uma espécie exclusivamente brasileira, candidata a ser a mascote das Olimpíadas de 2016, e uma das mais ameaçadas do planeta. “Não há mais que dois mil animais destes no mundo”, conta a bióloga. No Passeio Público, a família mora na maior das ilhas.

A experiência bem sucedida de reprodução no local faz parte de um Plano de Ação Nacional para Conservação de Muriquis. “Eles têm aqui na ilha um ambiente muito próximo ao habitat natural, livre de estresse e propício á reprodução”, explica Tereza.

Um dos seis tratadores de animais do Passeio Público, João Moisés Campos, é o encarregado de alimentar duas vezes por dia os muriquis. Ele conta que os animais são vegetarianos e recebem cerca de um quilo de frutas e folhas por dia cada um.

“Há 18 anos trabalho aqui, amo esses animais e não imagino a minha vida longe deles”, diz o tratador. “Se algum deles não está bem, eu percebo na hora e logo aviso a um dos veterinários da equipe”, conta.

A estrutura

No Passeio Público há aproximadamente 400 pequenos animais, de mais de 150 espécies diferentes. São mamíferos, aves, répteis e peixes.

Numa área de quase 70 mil metros quadrados, com muitas ilhas e pontes, há diversas espécies nativas e exóticas. Entre as árvores estão carvalhos, ciprestes, paineiras, jacarandás, plátanos, ipês-amarelos, canelas e eucaliptos.

Uma das atrações do parque é um terrário que abriga serpentes e lagartos de espécies exóticas e raras, vindas de diversas partes do mundo. Também há um aquário, com variedades de peixes de rios e ornamentais da região amazônica e da África. No Passeio há ainda restaurante, parque infantil, pedalinhos, pista para caminhadas, ciclovia e bicicletário.

Restos de comida da praça de alimentação do shopping Eldorado (zona oeste de São Paulo) estão se transformando em uma horta com mil m² em seu telhado.

Com um investimento de R$ 12 mil por mês, o shopping diz transformar 14 toneladas de produto orgânico -28% do volume gerado mensalmente- em um composto onde estão sendo plantados berinjelas, alface, hortelã, pimenta,manjericão, menta entre outros produtos.

O projeto já rendeu três colheitas em um ano. Todo o alimento gerado -na última colheita foram 400 berinjelas e 900 pés de alface-, por enquanto, é distribuído entre os funcionários.

A intenção é que, em cinco anos, todos os 9.800 m² do telhado estejam ocupados por plantas e que não haja mais necessidade de mandar lixo local para aterros.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/04/1270959-shopping-de-sao-paulo-produz-berinjela-e-alface-em-horta-no-telhado.shtml

Até o início da década de 2000, o Rio Bacacheri era um estorvo na vida de quem morava às suas margens. O fedor, o lixo acumulado e as infestações de ratos e baratas incomodavam a vizinhança. “Não havia coletores-tronco (tubulações centrais que levam os efluentes até a estação de tratamento) no bairro. Ia tudo para o rio”, recorda o militar aposentado Luiz Tadeu Seidel Bernardina, líder comunitário e presidente da Associação dos Moradores do Bacacheri (Assolar). A situação ficou tão preta que, um belo dia, alguém deu a ideia de “entubar” o rio moribundo.

Para evitar um crime ambiental ainda mais grave, Luiz Tadeu iniciou, em 2003, o projeto Amigos do Rio Bacacheri (Amiriba), que acabou virando um exemplo de como envolver a comunidade na defesa do patrimônio natural. Ao buscar parcerias com Ministério Público, prefeitura de Curitiba e Sanepar – que acabou investindo mais de R$ 2 milhões na região –, foi possível desenvolver ações de regularização de esgotos, atividades de educação ambiental e retirada de lixo.

Resultado

A pressão sobre o poder público também deu resultado. Em 2003, havia 63,2% de cobertura de rede de esgoto no Bacacheri. No final de 2007, 92,3% dos efluentes já eram coletados e tratados. Atualmente, até a fauna voltou a fazer parte da paisagem. “O rio era tão poluído que a gente não suportava o cheiro. Hoje tem até peixe”, diz a aposentada Zelma Rodrigues Santos. Porém, ainda há muito a fazer. Na região do bairro Boa Vista, mais acima, a situação não é das melhores. “Já mandei para o MP foto do esgoto jorrando no rio”, conta Luiz Tadeu.

Apesar dos avanços, a comunidade sente que ainda há muito a ser feito. “Pior é a fiscalização. Estamos sempre cuidando, mas demora até detectarmos um problema, contatar as autoridades e eles virem reparar o dano”, explica o comerciante Geraldo Laudario Bastos. Na opinião dele, os moradores precisam participar mais. O lixo nas margens diminuiu bastante, mas continua a gerar transtornos. “Cheguei a brigar com gente que estava jogando animal morto”, revela a dona de casa Rosa Nascimento.

Para Sandra Maria dos Santos Bernardina, conselheira da Assolar, instigar a participação popular é um objetivo de longo prazo. “Não é simples, por isso é preciso fazer um trabalho também nas escolas”, pontua. Neste caso, o projeto contou com o apoio da UniBrasil. De acordo com Larissa De Bortolli Chiamolera Sabbi, coordenadora do curso de Ciências Biológicas, além de realizar palestras, a instituição levou alunos e professores para analisarem a qualidade da água do rio. “Com isso você mostra para a comunidade que o conhecimento pode chegar não só para quem está aqui dentro”, conclui.

 

Fonte: http://www2.gazetadopovo.com.br/aguasdoamanha/noticias/post/id/164/titulo/Mutir%C3%A3o+faz+a+diferen%C3%A7a+no+Bacacheri

“Aqui tudo era pasto para a passagem do gado”, conta o agricultor Dalvi José Marques assim que chegamos a sua propriedade na Linha Garibaldi, que fica no município de Corbélia, próximo a Cascavel e dentro da bacia do Rio Piquiri. O mato agora está alto ao redor da nascente mais próxima. Sinal de que, aos poucos, a natureza vai se recuperando. “Isso aqui era uma mina perdida, não tinha água para nada”, explica Marques.

Dos 25 alqueires da propriedade, mais da metade hoje é destinada à preservação, segundo o agricultor. No restante, ele planta soja, milho, amendoin, feijão e também cria porcos. O trabalho de recuperação começou em 2008. Ao todo, existem sete nascentes nas terras da família. “Esse sítio aqui é rico em água”, orgulha-se Cecília Marques, esposa de Dalvi. Antes do processo de regeneração das minas, a produção de água diária era de 6 mil litros por hora; atualmente é de 18 mil litros/hora – três vezes mais.

Prova

Nossa reportagem experimentou a água da mina. Para quem está acostumado à água clorada ou à mineral, comumente bebidas na cidade, é quase estranho sentir o “gosto” do produto natural. Muito bom, por sinal. Antenor Mezzon, engenheiro agrônomo da Coopavel, explica que, na área, ainda falta plantar mais árvores ao redor para proteger melhor a nascente.

De acordo com o especialista, do ponto de vista ambiental, a perspectiva para a região é bastante positiva. “Mudou a visão dos produtores em relação à preservação de nascentes e da mata ciliar. Agora eles dão mais valor e tem cada vez mais gente interessada”, comenta.

Dona Cecília está feliz com a qualidade de vida que a família ganhou nos últimos anos. “O ar mudou bastante. Chega de tardezinha é bem fresquinho. E quantos bichos novos estão vindo aqui, então… passarinhos que eu não via há anos”, confessa. E imaginar que todo esse tesouro antes era simplesmente pisoteado pelo gado.

 

Fonte:http://www2.gazetadopovo.com.br/aguasdoamanha/noticias/post/id/160/titulo/Tesouro+oculto+sob+as+patas+do+gado

Bastam alguns minutos de caminhada pelo Parque Barigui ao lado do protético dentário e líder comunitário Ari Becker para perceber a sua popularidade. Entre “bom dias” e “tudo bens” ele relata as diversas brigas que já comprou – ao lado dos colegas da Associação dos Moradores e Amigos do Parque Barigui (AMAParque) – com os vizinhos, prefeitura de Curitiba e Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para despoluir os córregos da região.

Entre vitórias e derrotas, o saldo é positivo: conseguiram reduzir a poluição do Córrego Quero-Quero e do Córrego do Bosque, que passam nos fundos do Museu do Automóvel. “Curitiba tem um problema em algumas áreas mais antigas. As manilhas são feitas de barro e quebram muito fácil, e a Sanepar não faz manutenção”, critica Becker.

Estrago

A luta do ambientalista começou em 2006, quando ele fotografou o estrago que esgotos clandestinos e redes rompidas estavam fazendo nos rios e levou tudo ao conhecimento das autoridades. “Haviam alguns esgotos irregulares, mas a Sanepar chegou junto e mandou regularizar. Eram poucos”, explica. Atualmente, o Córrego Quero-Quero ainda mostra sinais de degradação, enquanto o do Bosque já está com a água mais limpa. Até os peixes voltaram! Antes, segundo Becker, não havia rede coletora em alguns trechos próximos ao parque. “Você não vai acreditar, mas até o prédio da Secretaria de Meio Ambiente aqui perto não tinha”, entrega.

Mas não é só a inoperância do poder público que contribui para a degradação ambiental. A falta de envolvimento e atitude da própria comunidade tem sido o principal desafio dos vizinhos do Barigui. Muitas residências e até o comércio local direcionam a água da chuva para a rede de esgotos, o que provoca transbordamentos, mau cheiro e contaminação das águas. Isso sem falar do lixo atirado à sarjeta e às margens dos cursos fluviais. “A xepa de cigarro que você joga lá na Praça da Ucrânia vem parar aqui no Rio Barigui”, explica o líder comunitário.

Educação

Para a comerciante Barbara Fingerle Ramina, presidente da AMAParque, e Gilberto Walski, militar aposentado, a mudança de comportamento só virá com educação. “Isso pode começar nas escolas. Muitas vezes, as próprias crianças reeducam os pais”, constata Ramina. “Hoje as pessoas estão pouco preocupadas. Nem olham como está a água ali no córrego”, lamenta Walski. “Falta engajamento. A consciência de que se pode fazer alguma coisa ainda é pequena”, sentencia a administradora Luzimar Aizental.

O impacto gerado pelo descaso das pessoas não se reflete apenas em alagamentos, mau cheiro e paisagens degradadas. “O meu problema é com as ratazanas, e acho que vem disso”, reclama a fisioterapeuta Zeola Tonin, indicando o Córrego Quero-Quero, que passa ao lado da casa dela. E por falar em casa, a mudança, segundo Barbara Ramina, deveria começar por aí, com atitudes cotidianas. Ela, por exemplo, usa poucos produtos de limpeza – de preferência biodegradáveis – e ainda coleta a água da chuva para dar descarga ou regar o jardim. Medidas simples, mas que fazem a diferença.

Fonte: http://www2.gazetadopovo.com.br/aguasdoamanha/noticias/post/id/163/titulo/Em+defesa+dos+c%C3%B3rregos+do+Parque+Barigui

charge_meio_ambienteFonte: http://ligadonomeioambiente.blogspot.com.br/2012/05/charge-meio-ambiente.html

CHARGES#008Fonte: http://www.essaseoutras.xpg.com.br/melhores-charges-engracadas-sobre-o-meio-ambiente-e-a-natureza-veja/

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